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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Hendrik Antoon Lorentz


  Hendrik Antoon Lorentz

Hendrik Lorentz
Nacionalidade
Nascimento
Local
Falecimento
4 de fevereiro de 1928 (74 anos)
Local
Actividade
Campo(s)
Instituições
Alma mater
Tese
1875: Over de theorie der terugkaatsing en breking van het licht
Orientador(es)
Orientado(s)
Conhecido(a) por
Prêmio(s)

Hendrik Antoon Lorentz (Arnhem, 18 de julho de 1853 — Haarlem, 4 de fevereiro de 1928) foi um físico neerlandês.

Recebeu em 1902 o Nobel de Física por seu trabalho sobre as radiações eletromagnéticas. A maior parte de seus trabalhos envolveu o eletromagnetismo. Deixou seu nome às transformações de Lorentz, que formam a base da teoria da relatividade restrita de Einstein.

Estudou em Leiden onde, em 1878, foi investido do cargo de professor de física e matemática. Em 1912 passou a dirigir o Instituto Tayler, em Haarlem. Como professor honorário em Leiden, proferia conferências semanais sobre física moderna. Foi chefe do Comitê de Cooperação Intelectual, instituído pela Liga das Nações. Em 1875 publicou seu primeiro trabalho, onde estuda a reflexão e refração da luz por dielétricos e metais. Em 1880 realizou a primeira aplicação da teoria eletromagnética de Maxwell a um meio constituído por moléculas isoladas. Tratava-se de um trabalho sobre a relação entre a densidade do meio e o índice de refração.

Lorentz foi o primeiro a dar uma explicação do efeito Zeeman e a predizer efeitos de polarização (que só posteriormente foi verificado na prática). O núcleo de suas investigações, no entanto, consistiu na procura de uma teoria que englobasse, em uma estrutura consistente, os fenômenos elétricos, magnéticos e luminosos, supondo como meio físico o éter em repouso, onde elétrons moviam-se ou não (relativamente a ele). Essa teoria explicou inúmeros fenômenos, mas chocou-se com o resultado negativo da experiência de Michelson-Morley, que indicava, como explicação mais plausível, o abandono da hipótese do éter.

Tentando superar esta dificuldade, Lorentz introduziu, em 1895 a concepção de tempo local que, como observou o físico Joseph Larmor, associava-se à chamada contração de Fitzgerald. Desenvolvendo seu trabalho, chegou em 1904 às transformações de Lorentz, que desempenham um papel fundamental na teoria especial da relatividade, criada por Einstein no ano seguinte.

Recebeu em 1902, junto com Pieter Zeeman, o Nobel de Física, por seus trabalhos a respeito da influência do campo magnético sobre as radiações. Seu trabalho compreendeu ainda uma série de investigações nos campos da termodinâmica e da teoria da gravitação.

Foi presidente das cinco primeiras Conferências de Solvay.



Albert Einstein e Hendrik Antoon Lorentz, fotografados por Paul Ehrenfest, na frente de sua casa em Leiden, em 1921. Fonte: Museum Boerhaave, Leiden

Primeiros anos

Nasceu em Arnhem, filho de Frederik Lorentz (1822 - 1893) e Geertruida van Ginkel (1826 - 1861).

Ver também


Ligações externas




Sucedido por
Heinrich Rubens
Precedido por
Émile Roux
Sucedido por
William Bayliss



v • e
1901 — 1925
1926 — 1950
1951 — 1975
1976 — 2000
2001 — 2010



v • e
1800: Benjamin Thompson 1804: John Leslie 1808: William Murdoch 1810: Étienne-Louis Malus 1814: William Charles Wells 1816: Humphry Davy 1818: David Brewster 1824: Augustin-Jean Fresnel 1832: John Frederic Daniell 1834: Macedonio Melloni 1838: James David Forbes 1840: Jean-Baptiste Biot 1842: William Henry Fox Talbot 1846: Michael Faraday 1848: Henri Victor Regnault 1850: François Jean Dominique Arago 1852: George Gabriel Stokes 1854: Neil Arnott 1856: Louis Pasteur 1858: Jules Célestin Jamin 1860: James Clerk Maxwell 1862: Gustav Kirchhoff 1864: John Tyndall 1866: Hippolyte Fizeau 1868: Balfour Stewart 1870: Alfred Des Cloizeaux 1872: Anders Jonas Ångström 1874: Norman Lockyer 1876: Pierre Janssen 1878: Alfred Cornu 1880: William Huggins 1882: William de Wiveleslie Abney 1884: Tobias Robertus Thalen 1886: Samuel Pierpont Langley 1888: Pietro Tacchini 1890: Heinrich Hertz 1892: Nils Christoffer Dunér 1894: James Dewar 1896: Wilhelm Conrad Röntgen e Philipp Eduard Anton von Lenard 1898: Oliver Lodge 1900: Antoine Henri Becquerel 1902: Charles Algernon Parsons 1904: Ernest Rutherford 1906: Hugh Longbourne Callendar 1908: Hendrik Lorentz 1910: Heinrich Rubens 1912: Heike Kamerlingh Onnes 1914: John William Strutt 1916: William Henry Bragg 1918: Charles Fabry e Alfred Perot 1920: John William Strutt 1922: Pieter Zeeman 1924: Charles Vernon Boys 1926: Arthur Schuster 1928: Friedrich Paschen 1930: Peter Debye 1932: Fritz Haber 1934: Wander Johannes de Haas 1936: Ernest John Coker 1938: Robert Williams Wood 1940: Karl Siegbahn 1942: Gordon Dobson 1944: Harry Ricardo 1946: Alfred Egerton 1948: Francis Simon 1950: Frank Whittle 1952: Frits Zernike 1954: Cecil Reginald Burch 1956: Frank Philip Bowden 1958: Thomas Ralph Merton 1960: Alfred Gordon Gaydon 1962: Dudley Maurice Newitt 1964: Hendrik Christoffel van de Hulst 1966: William Penney 1968: Dennis Gabor 1970: Christopher Hinton 1972: Basil John Mason 1974: Alan Cottrell 1976: Ilya Prigogine 1978: George Porter 1980: William Frank Vinen 1982: Charles Gorrie Wynne 1984: Harold Hopkins 1986: Denis Rooke 1988: Felix Weinberg 1990: Walter Eric Spear 1992: Harold Neville Vazeille Temperley 1994: Andrew Keller 1996: Grenville Turner 1998: Richard Friend 2000: Wilson Sibbett 2002: David King 2004: Richard Dixon 2006: Jean-Pierre Hansen 2008: Edward Hinds 2010: Gilbert Lonzarich



v • e
1915: Thomas Edison, Heike Kamerlingh Onnes · 1916: John Joseph Carty, Theodore William Richards · 1917: Hendrik Lorentz, David Watson Taylor · 1918: Guglielmo Marconi, Thomas Corwin Mendenhall · 1919: James Dewar, George Owen Squier · 1920: Svante Arrhenius, Charles Algernon Parsons · 1921: Charles Fabry, Frank Julian Sprague · 1922: Ralph Modjeski, Joseph John Thomson · 1923: Gustave-Auguste Ferrié, Albert Abraham Michelson · 1924: Ernest Rutherford, Edward Weston · 1925: Elihu Thomson, Pieter Zeeman · 1926: Niels Bohr, Samuel Rea · 1927: George Ellery Hale, Max Planck · 1928: Charles Francis Brush, Walther Nernst · 1929: Emil Berliner, Charles Thomson Rees Wilson · 1930: William Henry Bragg, John Frank Stevens · 1931: James Hopwood Jeans, Willis Rodney Whitney · 1932: Philipp Lenard, Ambrose Swasey · 1933: Paul Sabatier, Irmãos Wright · 1934: Irving Langmuir, Henry Norris Russell · 1935: Albert Einstein, John Ambrose Fleming · 1936: Frank Baldwin Jewett, Charles Kettering · 1937: Peter Debye, Robert Andrews Millikan · 1938: William Frederick Durand, Charles August Kraus · 1939: Edwin Powell Hubble, Albert Sauveur · 1940: Leo Baekeland, Arthur Holly Compton · 1941: Edwin Armstrong, Chandrasekhara Venkata Raman · 1942: Jerome Clarke Hunsaker, Paul Dyer Merica · 1943: George Washington Pierce, Harold Clayton Urey · 1944: William David Coolidge, Pyotr Kapitsa · 1945: Harlow Shapley · 1946: Henry Clapp Sherman, Henry Tizard · 1947: Enrico Fermi, Robert Robinson · 1948: Wendell Meredith Stanley, Theodore von Kármán · 1949: Theodor Svedberg · 1950: Eugene Paul Wigner · 1951: James Chadwick · 1952: Wolfgang Pauli · 1953: William Francis Gibbs · 1954: Charles Edward Kenneth Mees · 1955: Arne Tiselius · 1956: Frank Whittle · 1957: Hugh Stott Taylor · 1958: Donald Wills Douglas · 1959: Hans Bethe · 1960: Roger Adams · 1961: Detlev Bronk · 1962: Geoffrey Ingram Taylor · 1963: Glenn Theodore Seaborg · 1964: Gregory Breit · 1965: Frederick Seitz · 1966: Britton Chance · 1967: Murray Gell-Mann · 1968: Marshall Nirenberg · 1969: John Archibald Wheeler · 1970: Wolfgang Panofsky · 1971: Hannes Alfvén · 1972: George Kistiakowsky · 1973: Theodosius Dobzhansky · 1974: Nikolai Bogoliubov · 1975: John Bardeen · 1976: Mahlon Hoagland · 1977: Cyril Manton Harris · 1978: Elias James Corey · 1979: George Evelyn Hutchinson · 1980: Avram Goldstein, Lyman Spitzer · 1981: Stephen Hawking · 1982: César Milstein, Kenneth Wilson · 1984: Verner Suomi · 1985: George Claude Pimentel · 1986: Benoît Mandelbrot · 1987: Stanley Cohen · 1988: Donald Knuth · 1990: Hugh Huxley, David Turnbull · 1992: Frederick Reines · 1995: Gerardus 't Hooft · 1996: Richard Smalley · 1997: Mario Capecchi



v • e
1901: Josiah Willard Gibbs • 1902: Joseph Lister • 1903: Eduard Suess • 1904: William Crookes • 1905: Dmitri Mendeleiev • 1906: Ilya Ilyich Mechnikov • 1907: Albert Abraham Michelson • 1908: Alfred Russel Wallace • 1909: George William Hill • 1910: Francis Galton • 1911: George Darwin • 1912: Felix Klein • 1913: Ray Lankester • 1914: Joseph John Thomson • 1915: Ivan Pavlov • 1916: James Dewar • 1917: Émile Roux • 1918: Hendrik Lorentz • 1919: William Bayliss • 1920: Horace Brown • 1921: Joseph Larmor • 1922: Ernest Rutherford • 1923: Horace Lamb • 1924: Edward Albert Sharpey-Schafer • 1925: Albert Einstein • 1926: Frederick Gowland Hopkins • 1927: Charles Scott Sherrington • 1928: Charles Algernon Parsons • 1929: Max Planck • 1930: William Henry Bragg • 1931: Arthur Schuster • 1932: George Ellery Hale • 1933: Theobald Smith • 1934: John Scott Haldane • 1935: Charles Thomson Rees Wilson • 1936: Arthur Evans • 1937: Henry Dale • 1938: Niels Bohr • 1939: Thomas Hunt Morgan • 1940: Paul Langevin • 1941: Thomas Lewis • 1942: Robert Robinson • 1943: Joseph Barcroft • 1944: Geoffrey Ingram Taylor • 1945: Oswald Avery • 1946: Edgar Douglas Adrian • 1947: G. H. Hardy • 1948: Archibald Vivian Hill • 1949: George de Hevesy • 1950: James Chadwick




Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:


Transformação de Lorentz


Transformação de Lorentz

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Em física, as transformações de Lorentz, em homenagem ao físico neerlandês Hendrik Lorentz, descrevem como, de acordo com a relatividade especial, as medidas de espaço e tempo de dois observadores se alteram em cada sistema de referência. Elas refletem o fato de que observadores se movendo com velocidades diferentes medem diferentes valores de distância, tempo e, em alguns casos, a ordenação de eventos.

A transformação de Lorentz foi originalmente o resultado da tentativa de Lorentz e outros cientistas, como Woldemar Voigt, para explicar as propriedades observadas da luz propagando-se no que se presumia ser o éter luminífero; Albert Einstein posteriormente reinterpreta a transformação como sendo uma consequência da natureza do espaço e tempo. A transformação de Lorentz subtitui a transformação de Galileu da física newtoniana, que assumia um espaço e tempo absoluto. De acordo com a relatividade especial, a transformação de Galileu é apenas uma boa aproximação para velocidades relativas muito menores que a velocidade da luz.

Índice

Transformação de Lorentz para referenciais na configuração padrão

Assuma que há dois observadores O e Q, cada qual usando seu próprio sistema de coordenadas cartesiano para medir os intervalos de espaço e tempo. O utiliza e Q utiliza . Suponha ainda que os sistemas de coordenadas são orientados de maneira que os eixos x e x' são colineares, os eixos y é paralelo ao eixo y' , assim como o eixo z ao z' . A velocidade relativa entre os dois observadores é v no sentido do eixo x. Assuma também que as origens de ambos sistemas de coordenadas são os mesmos. Se todas essas suposições são válidas, então os sistemas de coordenadas são ditos estarem na configuração padrão. Uma apresentação simétrica entre as transformadas direta em inversa de Lorentz podem ser obtidas se o sistema de coordenadas estão em configuração simétrica. A forma simétrica ressalta que todas as leis físicas devem ser de tal tipo que permanecem inalteradas sob uma transformação de Lorentz.

A transformação de Lorentz para sistemas de referências na configuração padrão pode ser apresentada como


onde é chamado fator de Lorentz.

Forma matricial

A transformação de Lorentz é dita um "boost" na direção x e é frequentemente expressa na forma matricial como


Para o caso geral de um boost em uma direção arbitrária ,


onde e .

Motivação original

Desde Galileu e Newton se sabia que medidas laboratoriais de processos mecânicos nunca podiam mostrar diferenças entre um equipamento em repouso e um outro que estivesse em movimento com velocidade constante em linha recta: era o chamado princípio da relatividade. Mas nem todas as leis da física eram consideradas universais e independentes do observador: de acordo com a teoria electromagnética de Maxwell (refinada depois por Lorentz e outros) a luz não devia obedecer a este princípio da relatividade e devia mostrar o efeito do movimento. Michelson e Morley fizeram uma experiência, em 1887, em que tentaram detectar a diferença entre a velocidade da luz na direção do movimento da Terra (afetado pelo vento de éter resultante) com a velocidade da luz numa direção em ângulo recto com ela. Mas o valor da velocidade da luz não se parecia alterar quando se alterava a velocidade do seu emissor — o que estava em desacordo com os modelos da Física Clássica.

Em 1889, Fitzgerald, um irlandês, sugeriu que talvez fosse uma contração do próprio equipamento experimental, quando atravessava o éter, que fazia com que a mudança na velocidade da luz não fosse detectável, ou seja, sugeriu que os corpos se contraíam quando se moviam à velocidades perto da velocidade da luz. Independentemente, em 1895, Lorentz sugeriu uma hipótese do mesmo tipo, porém mais detalhada, em que, para assegurar a completa impossibilidade de detecção do éter, acrescentava a hipótese de haver uma mudança no «tempo local» marcado pelos relógios usados na experiência. As transformações de Lorentz, introduzidas por ele em 1904, descrevem esse efeito de diminuição do comprimento e dilatação do tempo para objetos que se movem a velocidades perto da velocidade da luz.

O descrédito das teorias do éter acabou por levar à aceitação da proposta de Albert Einstein de que as transformações de Lorentz não fossem entendidas como transformações de objetos físicos mas sim como transformações do espaço e do tempo em si. Na sua Teoria da Relatividade Restrita, propôs que a razão pela qual não se conseguiam detectar diferentes velocidades da luz era simplesmente porque a velocidade da luz é uma constante universal. E mostrou que isso tornava o princípio da relatividade compatível com a teoria electromagnética.



A necessidade de se modificar as equações da transformação de Galileu foi reconhecida ao se tentar usá-las nas equações de Maxwell. O raciocínio a seguir, atribuído a Einstein, ilustra intuitivamente a inconsistência.

Considere que seja possível a uma pessoa viajar à velocidade da luz. A luz, pelas equações de Maxwell, é uma oscilação dos campos elétricos E e magnéticos B, periódica no espaço e oscilante no tempo. No referencial desta pessoa, a luz seria uma perturbação do campo eletromagnético periódica no espaço e constante no tempo. Tal solução, no entanto, não existe como solução das equações de Maxwell que governam a propagação da Luz.

Portanto resta uma alternativa:

  1. Modificar as equações Maxwell e manter a transformada de Galileu
  2. Ou modificar a transformada de Galileu

Não basta dizer que, já que as equações de Maxwell são confirmadas em laboratório, devemos modificar as transformadas de Galileu. Estas transformadas também são importantes pois são a base de toda a Mecânica Clássica, que portanto deveria ser revista.

Este impasse foi resolvido em 1905 por Albert Einstein. A sua interpretação das Transformadas de Lorentz permitiu manter as equações de Maxwell inalteradas, mas exigiu uma revisão completa dos conceitos de tempo e espaço tão caros e fundamentais à Mecânica Clássica.

A transformação de Lorentz

Para se chegar as equações da transformação de Lorentz basta analisar como as equações de Maxwell se comportam com relação a uma transformação geral de coordenadas. Mas para simplificar a matemática, utiliza-se no lugar das equações de Maxwell uma de suas soluções, isto é, a equação da onda no vácuo:


propagando-se na direção x com velocidade c.

Quer-se uma transformação linear de coordenadas x, t para um novo referencial, x', t' que se move com velocidade v:


O problema é encontrar de forma a que a equação de onda acima continue sendo uma equação de onda no novo referencial. Substituindo na equação de onda e resolvendo a equação para obtém-se:




Substituindo na transformação linear original:


Comparando com a transformada de Galileu:



encontra-se:


substituindo na transformação linear inicial, encontra-se a transformada de Lorentz entre dois referenciais em movimento relativo com velocidade v:



Onde:


é chamado de fator de Lorentz.

Referências

  1. ↑ Ernst, A. och Hsu, J.-P.; First proposal of the universal speed of light by Voigt 1887 Chinese Journal of Physics (2001), pag 211-230 Vol 39-3; A tradução de Voigt (1887) em Inglês.